Ebola é derrotado no Congo, mas avança no Mali

Doença matou 5.459 pessoas, quase todas na África Ocidental, segundo OMS.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que 5.459 pessoas já morreram em decorrência do ebola. Ao todo, 15.351 pessoas foram contaminadas pelo vírus, quase todas as vítimas na África Ocidental. A Libéria é o país com maior número de casos (7.082) e de mortes (2.963), seguida de Serra Leoa, com 6.190 casos e 1.267 mortes e da Guiné, com 2.047 doentes e 1.214 mortes.

 

 

Nigéria, Mali e Estados Unidos somam 15 mortes pelo vírus.

 

Nessa sexta-feira (21) a República Democrática do Congo foi declarada livre do ebola pela Organização Mundial de Saúde. No comunicado, a OMS diz que o país africano completou 42 dias sem novos casos, após registrar 66 casos da doença desconectados do surto nos outros países.

 

De acordo com a organização, declara-se o fim da epidemia de ebola quando nenhum novo caso é detectado durante 42 dias, duas vezes o tempo de incubação do vírus (21 dias). Em 24 de agosto, o governo congolês declarou o surto de ebola em Jeera, na província de Equateur – o último caso detectado e considerado negativo, após testes, foi há 42 dias, infromou a OMS.

 

As autoridades de Kinshasa anunciaram domingo (16) o fim da epidemia, que provocou 49 mortes no país. Segundo o ministro da Saúde congolês, Félix Kabange Numbi, a República do Congo criou um primeiro, formado por 180 pessoas especializadas na luta contra o ebola, que está "pronto para intervir na Guiné-Conacri, em Serra Leoa, na Libéria e no Mali", países mais afetados pela doença.

 

No entanto, ressaltou Kabange em entrevista coletiva, "o fim da epidemia (...) não significa que o perigo está totalmente ultrapassado", porque o Congo "continua, como todos os outros países, sob a ameaça de casos de importação da doença”, sobretudo a partir do Oeste de África.

 

Epidemia continua

O governo do Mali anunciou no domingo (23) um novo caso de ebola. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a diretora da OMS, Margaret Chan, chegou ao país para apoiar autoridades na tentativa de conter o surto.

 

Por meio de um comunicado, o Ministério da Saúde do Mali explicou que existem dois casos suspeitos de ebola – deste, um foi confirmado como positivo. O paciente foi isolado para ser submetido ao tratamento intensivo contra o vírus. A pasta destacou ainda que, em todo o país, 310 pessoas estão em observação médica.

 

Na quinta-feira (20), um médico do Mali morreu após ter sido infectado pelo ebola, elevando para sete o total de mortes no país africano. O médico trabalhava na Clínica Pasteur, onde um idoso recebeu tratamento e morreu sem que os profissionais de saúde tivessem detectado a presença do vírus.